Pautas e Pautas
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O que, afinal, precisa sair de circulação?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Impostolândia
Imposto de Renda, IPI, IOF, ICMS, IPVA, IPTU, ISS, ITBI.
Viver no Brasil é realmente muito fácil. Você paga um monte de impostos, é verdade, mas quando precisa de um médico, você pode ir tranquilamente a um hospital público, seja ele estadual, federal ou municipal, e receber um atendimento de primeira. Você também pode matricular os seus filhos em uma escola pública, e dormir tranquilo sabendo que ele terá a mesma educação de um aluno do Bandeirantes ou do Augusto Laranja.
Como se não bastasse todas essas maravilhas, o país emergente aqui também tem estradas de qualidade e a segurança pública é indiscutível. É possível andar por aí, feliz e saltitante, com o seu carro novo e o caramba a quatro sem temer dar de cara com um assaltante, afinal, eles não existem por essas bandas.
A esta altura você deve estar pensando que eu ainda estou sob o efeito do Carnaval, mas até a última vez que eu chequei organizar a mudança não tem efeitos alucinógenos.
O Brasil é tudo isso! Não é? Quer dizer, eu vi hoje o que se paga de imposto de renda, e considerando que sempre que eu tenho um salário, 6% dele vai para o pagamento do Simples Nacional, eu imagino que esse dinheiro seja aplicado em algum lugar. E se é a população que paga o imposto onde mais ele haveria de ser aplicado?
Pena que isso só acontece na teoria. Para quem não sabe, eu ainda tenho um bisavô vivo, que está com 95 anos. Pela idade dele, vocês podem imaginar que ele não está em uma condição muito boa. Outro dia fomos até um posto de saúde, ver essas coisas de médicos que vão em casa (ele não sai mais da cama, não tem como levar ele no hospital e largar sentado num corredor esperando o atendimento). Isso efetivamente existe. Ponto para quem implantou este serviço. O problema é que demora meses. Tudo bem, o vovô tem aposentadoria é só pagar um médico particular. Vocês têm ideia de quanto custa um desses? Para um aposentado, custa demais. AH! Deve ser por isso que a minha vó está devendo para Deus e todo mundo...
Outro dia o médico do SUS apareceu lá na casa dele. Segundo a empregada, o doutor mal olhou para cara do meu avô. (Sim, o cara estuda anos para entrar na faculdade, passa seis anos estudando às custas do impostos pagos por mim e por você (se ele fez uma faculdade pública), e aí ele presta um atendimento desses).
Aí alguém diria: Ah, mas os médicos ganham mal, e não recebem do Estado materiais de trabalho, como luvas, por exemplo. É verdade, você tem razão. No meu último emprego eu não recebi o salário, e nem por isso eu fiz um trabalho porco. E olha que eu estudei às custas do meu pai, e eles também não me davam condições de trabalho.
A minha revolta é sim motivada pelo que o meu pai vai pagar de imposto de renda. Se ele não tivesse me mostrado o valor, você certamente não estaria aqui lendo esse texto. Mas isso é um absurdo mesmo. Quer dizer, o governo fica com uma bela fatia do seu salário e não te dá nada em troca.
Ah sim, protestar no blog, no Twitter e no Facebook não vai mudar o mundo. Mas eu, que sentia remorso ao colar na escola, não ia me sentir bem sonegando imposto. Se bem que eu posso pensar melhor a respeito quando meu contador me der notícias sobre o meu IR.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Um, dois, três indiozinhos..

De todas aquelas músicas que cantam para gente na infância a que eu me lembro com mais freqüência é essa do indiozinho.
Acompanha comigo. Metrô de São Paulo. Estação da Sé. Hora do rush. Já entendeu o porquê dá música? Não? Tudo bem, eu explico.
Depois de um dia de trabalho você chega na Sé e, como de costume, a encontra com gente saindo pelo ladrão. Aí você lembra daquela lorota que o trabalho enobrece e fica na fila, numa boa, aguardando a sua vez de entrar na lata de sardinha. Quer dizer, no vagão. Nessas horas tem sempre alguém do seu lado com aquelas teorias da conspiração, ou aqueles que pensam que sabem a hora exata que um trem vazio vai aparecer.
E é aí que a música me vem à cabeça. Já reparou como o povo tem certeza que aquele será o último vagão na história do Metrô!? Eu não sei ao certo qual o intervalo entre uma composição e outra, mas é em torno de dois minutos. Só dois!
Aí alguém diria: “Ah, mas o próximo vagão não estará vazio!”. E nem esse depois que vocês tentarem arremessar uns aos outros dentro dele. Não meu bem, chutar crianças e velhinhos não vai fazer você chegar mais cedo na sua casa! Aceite!
Eu até acho que o Metrô paulista presta um bom serviço e tal, o que estraga são os clientes. Quer dizer, já que a pessoa vai usar o sistema, e não estará nele sozinha, ela podia, ao menos, não deixar a educação trancada em alguma gaveta de casa.
Vocês já estiveram a sorte de estar dentro do Metrô, no sentido Palmeiras Barra Funda na hora em que ele para no Brás, lá pelas 6h30, 7h? Se você nunca passou por essa gratificante experiência, não reclame do transporte coletivo. Porque, afinal, você não faz idéia do quão ruim ele pode ser.
Sabe no futebol americano quando os caras empurram ao outro sei lá eu por qual objetivo? Pois é. A diferença é que o espaço não é tão grande, e não estamos todos uniformizados e protegidos para receber os “rivais”.
Percebo agora que pode ser injusto pensar na música dos indiozinhos, mas ninguém nunca me ensinou nenhuma sobre os homens da caverna.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Assim vai longe..
"Sou um jovem que sacrificou muito de sua própria existência para as corridas. Penso nesta profissão desde que eu era criança; dei tudo de mim e acho que a amo mais que qualquer outro. Por isso, até quando estiver correndo, o farei somente para vencer. Só pararei no dia em que perceber ter andado um décimo mais lento do que poderia." – Ayrton Senna
Muito interessante a iniciativa da Vicar de proibir os pilotos da Stock Car de participarem do Trofeu Linea, categoria de turismo que integra o Racing Festival, idealizado pelo Felipe Massa. Uma babaquice sem tamanho! Primeiro porque são duas categorias diferentes. A Stock finge que é turismo e as transmissões fazem de conta que o público adora. A categoria nada mais é do que uma grande palhaçada. Um festival de regras que mudam de acordo com o sentido dos ventos, com o índice Dow Jones ou com a falta de vontade de quem administra a competição. Uma categoria onde a maioria das corridas são decididas depois da bandeirada não pode querer pleitear ser levada a sério. Não dá para impedir os pilotos de competir onde eles bem entendam. Como se isso fosse ajudar a melhorar a categoria. Não que eu acredite que tem alguém tentando.
Na verdade esse é o grade problema do automobilismo brasileiro. Ou melhor, do esporte nacional. Com excessão do vôlei, que pelo menos, aparentemente, não está entregue à um bando de espertinhos que estão mais preocupados em encher os bolsos de dinheiro. O país das olimpíadas não é capaz de fornecer a estrutura necessária para um atleta se formar. Seja ele um piloto, um jogador de basquete, um nadador ou um judoca. Tá bom, na Bahia estão destruíndo um autódromo para criar um centro de judô. Isso não é formar atleta.
No começo da semana saiu a notícia de que a prefeitura de São Caetano do Sul havia dispensado mais de 700 atletas por cortes no orçamento. Entre os desempregados estão Carlos Honorato, Edinanci Silva e Diogo Silva, alguns dos maiores nomes do Brasil em esportes olímpicos. Ok, o mundo ainda não se recuperou da crise, muitas empresas estão fechandos às portas e blá, blá, blá. Tá! Mas não foi um jornalista que saiu por aí gritando aos quatro ventos que o Brasil poderia gastar os tubos para sediar os Jogos de 2016! Entenda, eu não sou contra a realização do evento no Rio, eu sou contra colocar os nossos atletas para passarem vergonha no quintal de casa.
Sinto informá-los, mas o Brasil nunca será uma potência olímpica, e também não voltará a ser sinônimo de sucesso nas pistas. Simplesmente porque não tem ninguem preocupado com isso. As confederações, seja de automobilismo, basquete ou peteca servem exatamente para a mesma coisa que os síndicatos: cobrar taxas. A diferença é que as vezes os síndicatos promovem um quebra-quebra, o que não acontece nas confederações.
Alguém já parou para pensar porque o futebol brasileiro se sai bem na Copa do Mundo e é um verdadeiro fiasco nas Olimpíadas? Deve ter alguma coisa a ver com a idade dos jogadores. Quem tenta uma medalha olímpica no futebol tem que ter menos de 23 anos. Ou seja, é aquela turminha que tá na base. Mas que base?
A frase que eu usei lá em cima é a mesma que eu coloquei no meu TCC, que era sobre a formação de um piloto. Os atletas são pessoas que dedicam suas vidas em busca de um objetivo. Tá, muita gente faz isso, seja em medicina, pedagogia, ou engenharia, mas é diferente. Passei um bom tempo no kartódromo da Granja e vi garotos menores que os capacetes que usavam indo para as pistas e sonhando com a Fórmula 1. Na F-Future eu vi garotos de cerca de 17 anos chorando ao ver a vaga na escola de pilotos da Ferrari se afastar. E por mais triste que seja isso, tenho que admitir que a maioria deles vai ter que abandonar o sonho e partir para outra. Muita gente ali não tem grana para sair do país e competir numa fórmula qualquer coisa. E aqui eles simplesmente não tem o que fazer.
Há quase dois anos atrás, quando Cleyton Pinteiro assumiu a CBA, ele me disse estava trabalhando na criação de Fórmula Universitária. Pelo que ele discreveu, era um projeto bem interessante e, ao meu ver, uma iniciativa que poderia desempenhar um papel importante no desenvolvimento de futuros campeões. Ficou só na promessa. Um tempo depois da minha formatura, fui procurada por um cara que queria uma cópia do meu documentário para mostrar para os investidores que tinha gente interessada em correr, mas que estavam todos a pé. Acho que ele não encontrou ninguém para investir, porque não surgiu nenhuma nova categoria. Então é assim. Ninguém investe. As confederações não atuam e sempre que possível desviam as parcas verbas que recebem, e o Brasil continua posando como o país do futuro.
Resta saber o futuro de quem..
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2011 vem aí..
Na prática quando o relógio marcar meia noite nada vai mudar. Exceto a data. Mas acho bem legal ver as pessoas se preparando para a vida mudar. Para mim a tradição é chorar. Aposto que você tá pensando: bem a sua cara, não é Juliana? E é. Eu sou chorona mesmo. Mas as lágrimas do Natal e do Ano Novo são uma tradição da minha mãe. Ela é sempre a primeira a começar.
Eu vou chorar porque vou sentir a falta do meu irmão. O cara que eu mais amo no mundo foi para praia, passar a virada com os amigos..
Também da saudade da minha bisavó, das duas, aliás. E amanhã eu vou sentir falta da tia Rosa, que pela primeira vez não estará com a gente no primeiro dia do ano. Mas o cara lá de cima foi simpático e deixou o meu bisavô mais um pouquinho aqui com a gente.
Outro dia eu disse que 2010 já estava indo tarde, porque tinha sido um ano ruim. Mudei de ideia. Teve coisas bem ruins, é verdade. Conheci pessoas ruins, mesquinhas, falsas. Gente que não tem respeito pelo sentimento, pela inteligência, e pelo trabalho dos outros. Conquistei o meu sonho, e tenho visto ele desabar aos poucos, como um castelo de cartas. Passei por uma série de despedidas e vi pessoas que eu amo irem embora. Mas no todo, não foi tão ruim assim.
Tive uma série de conquistas também. Alcancei o meu sonho. Dane-se que ele está desmoronando, valeu a pena. Agora tenho que seguir para o próximo sonho, e continuar lutando. Faz parte. Tive o prazer de conhecer pessoas fantásticas. E revi amigos dos quais eu tinha me despedindo achando que não os veria mais. Amigos da faculdade e amigos do trabalho. Família do Mackenzie e família do Palácio. Revi também um dos meus melhores amigos. Um cara que eu quase não vejo, mas que é muito especial para mim.
Acho que no fim das contas é isso que importa. Então, valeu 2010! Valeu por trazer para a minha vida essas pessoas incríveis, esses amigos que eu espero reencontrar muitas outras vezes (vale ressaltar que eu tenho os meus momentos em ser boa nessa coisa de juntar os amigos) e que fizeram de mim uma pessoa melhor.
As pessoas seguem me surpreendendo, e eu continuo acreditando. Na sinceridade, na bondade, na amizade, e, principalmente, nas pessoas. Pode ser que isso seja ruim, e que eu quebre a cara mais um montão de vezes, mas prefiro assim. Tenho certeza que vale a pena.
Acho que a gente desperdiça muito tempo na vida. Desperdiça palavras e momentos, e perde a chance de dizer as coisas que realmente importam. Então, se você dedicou um pouco do seu tempo para vir aqui e ler este texto, permita-me lhe dar um conselho: a vida é muito curta e passa rápido demais. Se você quer alguma coisa, ou se você ama alguém e quer estar com essa pessoa, vai atrás e lida com os problemas depois. A gente nunca sabe o que o amanhã vai trazer. Seja feliz! Não importa onde você vai chegar, o que vale é o caminho que irá percorrer.
Feliz 2011 para todos nós. Que o ano que se inicia traga saúde, paz, sucesso, dinheiro, amor, alegria, e tudo que mundo tem de melhor. Para nós, nossas famílias e nossos amigos.
Feliz Ano Novo!!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
“A infância é curta e a maturidade é eterna”

Estava pensando hoje em quantas vezes na vida nós queremos mudar a ordem das coisas. Chegar aos 15 anos, depois aos 18 e aí aos 21. Ir pro colegial, e depois pensar que a oitava série era tudo o que você precisava.
Hoje me peguei querendo voltar no tempo. Para uma época onde tudo era mais fácil. Onde a minha única preocupação era a difícil escolha entre uma mochila com rodinha e outra sem. Tudo tão mais simples. Não tinha conta, não tinha imposto. Não tinha o fardo de ser um adulto.
Coisa mais chata, sabe? Como diz o Calvin, aquele do Haroldo, a vida é muito mais divertida quando você não é responsável pelos seus atos.
Lembrei também de quantas pessoas já passaram pela minha vida, e quantas delas não souberam o quanto foram importantes para mim.
É, às vezes a gente tem que dizer isso para as pessoas. Dizer que ama, dizer que gosta, dizer que sente saudades...
Hoje, mais uma vez eu percebi o quanto eu sou ruim em despedidas. Não tenho talento nenhum para isso. Chorei tanto que minha cabeça está latejando até agora. Mas o depois é sempre pior. Fica o vazio, a lembrança.. Resta um monte de coisas que faziam parte da sua rotina e que agora, de uma hora outra, não existem mais.
No meu último dia na faculdade, além da raiva que eu senti do meu orientador (que é um ser humano muito cruel), deu um vazio tremendo. Não ia ter mais Carol, Pedro, Mayra, Cadu, Lica, Sandro, Tardelli, Malandro.. Não ia ter o convívio diário. Os trabalhos, os almoços, e até as aulas que a gente matava. Ninguém mais ia querer me levar no bar e tirar fotos quando eu estivesse com um copo de cerveja na mão. (A graça deles era me ver com o copo, eu quase nem bebia). Quando a cerimônia da colação de grau acabou, eu vi que uma parte da minha vida tinha chegado ao fim. Depois de 20 anos estudando, e me preparando para a vida, era a hora de enfrentá-la.
Eu já tinha um emprego, e tudo fiz foi mantê-lo. Mas aí chegou a hora de ir frente e correr atrás do meu sonho. Mais uma despedida. Depois de tantas que eu já tinha tido ali mesmo. Nossa, como doeu. Chorei um dia inteiro. Mas percebi que ali, naquele momento, eu tinha conseguido deixar claro para as pessoas o quanto elas eram importantes para mim. Recebi um email de despedida que dizia que as manhãs seriam mais tristes sem mim. Vou guardar para sempre. Ganhei abraços, beijos, e até um chinelo..
Hoje, no entanto, o meu desafio é um tanto quanto maior. Eu vou voltar para o lugar de onde os outros foram embora. Para o lugar onde estão as lembranças. Há algumas semanas eu já tinha experimentado a sensação de ver alguém ir embora. E devo dizer, não foi nada agradável. Ainda lembro da carinha dele olhando para mim e dizendo que não ia voltar mais. Lembro dele saindo pela porta e me abraçando, e lembro dos dias que passaram e que me deram a certeza de que ele não iria voltar. Outro dia eu disse para ele que sentia falta, que sentia saudades, e ele respondeu que sabia...
Aí hoje, quando o dia já não estava lá essas coisas, me vem a notícia de que mais um vai embora. Eu não era tão próxima a ele quanto era do outro cara, mas dói mesmo assim. Passado algum tempo, pensei em outro amigo, e desci atrás dele. Puxa, fiquei tão feliz quando ele disse que não estava indo embora. Mas as coisas mudam tão rápido. Quando vi, lá estava eu, me despedindo de mais um..
Já disse que não gosto de despedidas né?!? Todo mundo fica tentando me convencer de que não é um adeus, mas sempre é. É uma parte da sua vida que não volta, uma parte de você que vai embora.. Eu queria todos os meus pedacinhos de volta. Todos eles, sem exceção. Carol, Pedro, Mayra, Lica, Malandro, Cadu, Tardelli, Sandro, This, mamãe Petroni, And, Carol, Dris, Rafa, Shibuya, Cleber, Guedes, e mais um montão de gente que ficou pelo caminho.
Poxa, eu tenho só 24 anos... quantas despedidas mais eu vou ter que aturar?!?!
As pessoas sempre vão embora, não é? Prefiro acreditar que as vezes elas voltam...
domingo, 5 de setembro de 2010
Pela última vez..

Depois de 2 anos, três meses e 26 dias, chegou a hora de dizer adeus ao Palácio dos Bandeirantes.
Aprendi muito aqui, mas mais do isso, fiz grandes amigos neste lugar. Alguns deles já tinham partido, deixado o Palácio em busca de novas aventuras. Outros continuam aqui, enquanto eu passo pela portaria dois pela última vez. Como funcionária, pelo menos.
Vou sentir falta. De tudo. Exceto, talvez, da comida ruim da Santa Helena. Vou sentir a ausência do riso fácil da Carol, das caras da Adriana, das histórias loucas da outra Adriana, das revistas, das conversas, das brincadeiras e dos conselhos do Guedes, da confiança que o Cleber sempre teve em mim e dos desenhos que ele nunca me deixou ver, das conversas com o Luis Felipe. Assim como já sentia falta dos papos com o Daniel, dos meus amigos da foto, das brincadeiras com o Bottini, dos almoços animados com o And, dos colos e conversas com a mamãe Petroni, e da pequena Giovanna, que a Ju levou com ela, não sei por quê.
Foram dois anos intensos. Acho que é verdade o que dizem. Os amigos são a família que Deus nos permitiu escolher. Essas pessoas foram a minha família do Palácio. Eles passaram mais tempo comigo que a minha família de verdade.
Estou tendo o meu momento de Valentino Rossi, por mais estranho que isso pareça. Eu também estou trocando a segurança da minha Yamaha, por uma aventura na Ducati. Ao contrário dele, no entanto, eu não me apaixonei pela minha M1. O meu computador nunca foi nenhuma maravilha, e olha que eu até tentei deixar ele melhor. Não estou saindo do time com quatro títulos, e não sei dizer o eu deixei aqui. Quer dizer, sobraram uns post-it, canetas, bloquinhos e até um grampeador, mas acho que isso não importa muito. Os que ficam devem ter uma ideia melhor sobre o meu “legado”.
Eu sei o que eu estou levando daqui. Levo amigos, experiência, aprendizado e algumas mudanças na minha visão sobre a política, o mundo e, principalmente, as pessoas.
Deixo aqui o meu eterno agradecimento a todos aqueles que fizeram parte dessa história. Eu não vou esquecer. Espero encontrar vocês muitas outras vezes. Eu ouvi uma vez que ninguém está preparado para os grandes momentos. Mas eles chegam mesmo assim. Vocês todos ajudaram a me preparar para esse mundo novo que me espera.
Tenho certeza que minha nova equipe será vencedora, assim como a equipe da qual me despeço hoje. Terei novos amigos. Novas experiências. Sei que vai dar tudo certo. Levo um pouquinho de cada um de vocês comigo, e deixo aqui um pedaço meu. Foi muito bom trabalhar com vocês, e melhor ainda conhecê-los.
Eu amo vocês, família do Palácio.
Arrivederci!
PS: Deixei o João para o final, só para poder dizer que aquela foto que ele tem da despedida dele não é nada perto do que eu chorei na minha despedida! Você fez falta João Marcos!
A foto é do Daniel Guimarães.